Lideranças capacitadas
Formação prática e acompanhamento
Números, histórias e aprendizados das nossas iniciativas em periferias. Métrica com evidência, para evoluir a cada ciclo.

Colagem construída com registros de campo em territórios periféricos do ES. Acervo Lab Futuros.
O Brasil sempre foi estudado por vários ângulos: economia, meio ambiente, cultura, educação, política… cada lente mostra uma parte da nossa realidade. Mas tem um ponto central que atravessa todas essas perspectivas e ainda não recebe a devida atenção: a questão social.
Estamos falando de violências estruturais como racismo, sexismo, LGBTQfobia e a criminalização da pobreza.
Como dizia Darcy Ribeiro em O Povo Brasileiro, o Brasil é uma "máquina de moer gente". E não é exagero: a colonização deixou marcas profundas e, até hoje, nossas instituições continuam reproduzindo desigualdades.
No Espírito Santo, essa lógica se disfarça de "modernização": expansão portuária, petróleo, novos empreendimentos imobiliários, regularização fundiária… tudo pensado como se fosse sinônimo de desenvolvimento. Mas a grande pergunta é: quem é que está realmente incluído nessa narrativa de futuro?
A realidade é que o estado segue repetindo o ciclo de exclusão, e isso se reflete em problemas ambientais, sociais e econômicos que atingem em cheio quem já carrega as maiores vulnerabilidades.
Nenhuma inscrição de outras identificações.
Nenhuma inscrição de outras raças e/ou etnias.
Aqui no Lab Futuros, a ideia é virar a chave. Queremos pensar e criar caminhos que não só enfrentem a violência, mas que abram espaço para a prosperidade das nossas populações e territórios. Nosso foco é potencializar as vocações locais, apoiar iniciativas de impacto social e ampliar a geração de renda de forma que também gere futuros possíveis, especialmente pra quem, hoje, sente fome deles!
A poluição do ar é um dos grandes problemas ambientais do mundo e também aqui no Espírito Santo. Desde os anos 60, a industrialização e urbanização, principalmente com as siderúrgicas na Grande Vitória, piorou a qualidade do ar, alterou o território e aumentou enchentes que afetam a saúde e a infraestrutura. O "Pó Preto" — partículas de minério e carvão — é o exemplo mais visível. Em 2024, a poluição do ar na região aumentou 50%.
Um megaprojeto de porto em Aracruz, avaliado em R$ 2,7 bilhões, e a intensificação da extração de sal-gema no Norte do ES prometem empregos e desenvolvimento. Mas, na prática, colocam em risco comunidades tradicionais — pescadores, quilombolas, indígenas e ribeirinhos — que sobrevivem do mar e podem perder seus territórios sem sequer terem sido ouvidos.
Lixões, poluição de rios e degradação ambiental fragilizam o Espírito Santo, que abriga o maior manguezal urbano da América Latina e áreas importantes de mata atlântica. Some a isso a pressão de novos poços de petróleo no Norte do estado e o resultado é erosão, contaminação e perda de biodiversidade.
A indústria capixaba é forte: representa 38,3% do PIB do estado, e a economia cresceu 6% em 2021. Mas nem todo mundo está incluído nesse crescimento. Empreendedores negros, que representam 55,9% dos donos de negócios no ES, ainda enfrentam barreiras, como crédito negado (45% contra 32% de empreendedores brancos) e alta informalidade (67,6% sem CNPJ).
Todos esses desafios — do ar, da água, da terra e das oportunidades de mercado — mostram que o futuro do Espírito Santo não é neutro: ele precisa ser pensado a partir das populações que mais sofrem com exclusão e desigualdade. É justamente nesse ponto que o Lab Futuros entra: ao identificar territórios e lideranças periféricas capazes de criar soluções inovadoras, o Lab transforma desafios em oportunidades de impacto social, fortalecendo iniciativas que geram renda, preservam o meio ambiente e promovem inclusão real.
O Lab Futuros Inovatives nasceu da ideia de que as periferias, apesar de estigmatizadas, são espaços de grande inovação social. Por aqui vivem cerca de 25% da população brasileira, em regiões com baixo índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas com enorme capacidade de criar soluções resilientes e sustentáveis.
O programa fortalece lideranças negras e periféricas por meio de uma pré-aceleração com educação empreendedora, mentorias e metodologias como Teoria da Mudança, Teoria U e Lean Startup. O objetivo é transformar ideias em negócios de impacto socioambiental alinhados à agenda ESG e aos ODS da ONU.
O foco é reduzir desigualdades, gerar renda e fortalecer economias locais, integrando periferias ao ecossistema de inovação capixaba. Queremos formar empreendedores que criem soluções escaláveis e replicáveis, posicionando o Espírito Santo como polo de startups sustentáveis — e oferecendo um modelo que pode ser expandido para outras periferias do Brasil.
O Lab Futuros nasce como um espaço de acolhimento e transformação para jovens empreendedores periféricos, usando a inovação social para impulsionar soluções nos territórios mais vulneráveis do Espírito Santo.
Nosso foco está nas regiões periféricas da Grande Vitória, e com base em análises de dados, refinamos nossa atuação de 60 para 20 territórios prioritários, escolhidos pelo potencial de articulação social e iniciativas sustentáveis.
No mapa abaixo, você encontra a localização das 20 iniciativas selecionadas para a jornada pré-aceleradora. Clique nos pontos para conhecer cada iniciativa e entender onde estão atuando!
Acesse o mapa completoInclusão Social e Comunidade
16
Meio Ambiente e Preservação
15
Empoderamento e Renda
11
Sustentabilidade
8
Economia Circular
8
Cultura e Valorização
4
Fonte: Inteligência de Dados e Pesquisa do Instituto Das Pretas.Org
No Lab.Futuros, o futuro é plural e intencional. Nasce das periferias com juventude protagonista, inovação social e compromisso com justiça racial e socioambiental — especialmente na Grande Vitória.
Futuros mais justos, sustentáveis e colaborativos — feitos de dentro pra fora. Parcerias com empresas e OSCs/ONGs são chave nesta etapa de aceleração.
Vamos construir esse futuro juntos?